Trabalho, maternidade e as escolhas que precisamos fazer.

Como aliar múltiplas tarefas, cumpri-las com satisfação pessoal, manter o equilíbrio?

Depois que me tornei mãe, reorganizar minhas prioridades objetivamente foi fundamental para ter sanidade e desempenhar os papéis que me competiram.

Conversando com outras mães descobri que cada mulher recebe a maternidade de uma maneira muito particular. E da mesma forma cada uma encontra uma solução para as demandas que assumimos. Ouço todos os casos com curiosidade e entusiasmo. Vejo a força e a resiliência que cada uma encontra em si mesma para garantir qualidade de vida para sua família.

Contudo, aliar maternidade e carreira é um desafio. Para essa associação, divido meu tempo entre o home office e escritório compartilhado no Work Point Coworking que fica no Mangabeiras. O ambiente lembra muito a tranquilidade e o conforto da minha casa. Além de ser bem equipado, tem a vantagem de não haver interferência das tarefas domésticas que surgem o tempo todo.

Os primeiros desafios.

Como fica quem éramos antes? Tudo se transformou na minha vida aos 31 anos quando tive meu primeiro e único filho. Minha gravidez foi fortuita e naturalmente me causou medo. Medo de cuidar de um bebê vivendo um pós divórcio. Medo de manter um orçamento familiar trabalhando em uma empresa em processo de encerramento de suas atividades. Medo de não ser boa o suficiente para ser mãe. Já na gestação, meu corpo e mente me mostraram dia-a-dia que uma nova pessoa estava surgindo. E apesar de ser um processo biológico e natural, uma mãe não se identifica desta forma magicamente. Ela vai se tornando uma desde que se descobre gestante e na exterogestação vive sua fase mais intensa, com todas suas dores e delícias. É vital aceitar as mudanças e reestabelecer-se dentro delas.

Bom, fui me despedindo pouco a pouco das prioridades e costumes estabelecidos até ali. Como quem já tem data marcada para mudar do país, mas ainda tem ao seu lado os vizinhos que logo se tornarão antigos. Hábitos de mais de 10 anos acabam se tornando parte de nós. Tive perdas e ganhos. Descobri que precisava de menos coisas do que havia aprendido a consumir. Aliás coisas é o que menos precisamos para criar um filho. Nos desesperamos com a lista de itens “básicos” para o quartinho do bebê, quando o que mais precisamos é de estar bem para coadjuvar na criação da nossa prole. Descobri com as dores lombares que ter um corpo forte para criar um menino é mais importante que ter uma poltrona para amamentação. Segui firme no puerpério com muita fé e sempre atenta a minha natureza, minha intuição.

Desde que iniciei minha vida profissional aos 15, não havia parado de trabalhar. Quando engravidei não estava nos meus planos me afastar por muito tempo. Faltando 2 semanas para a previsão do nascimento do meu filho dei entrada na minha licença maternidade já sabendo que seria demitida no meu retorno. Confesso que acabou se tornando um presente poder cuidar integralmente do meu filho. Não só por ele, mas por mim. Lembro que quando decidi matricula-lo na escolinha claramente sofri mais que ele. Ele recebeu com alegria poder participar de atividades junto com seus coleguinhas da mesma idade. Foi um ganho importante no desenvolvimento dele.

A recomendação da Organização Internacional do Trabalho (OIT) é a de conceder ao menos 14 semanas de licença à mãe com remuneração não inferior a dois terços dos seus ganhos mensais no trabalho. Somente 34 países, incluindo o Brasil, cumprem esta recomendação. Segundo a BBC, os Estados Unidos, por exemplo, oferecem somente 12 semanas de licença e sem nenhuma remuneração. Em contrapartida, estão na Europa os países que oferecem maior período de licença no mundo onde a Croácia lidera com 410 dias de afastamento.

A conquista do equilíbrio.

Decidi me recolocar profissionalmente e entre uma mamada e outra buscava na solitude do puerpério chances de me recolocar profissionalmente. E esta é uma saga angustiante para muitas mães principalmente por reconsiderarem o valor do seu tempo e atenção. A verdade é que tangenciar o salário de mãe é uma conta difícil de fechar.

Segundo Gustavo Cerbasi, consultor e especialista em inteligência financeira, o custo de uma mãe em casa vale em torno de R$ 10 mil a R$ 12 mil por mês. O artigo de Adriana Salles ao Estadão questiona esse valor considerando também a média salarial de um trabalho de gestão e de liderança, algo em torno de R$ 35 mil.

Hoje, nos horários em que estou me dedicando ao meu trabalho me doo com toda intensidade. E nos horários que estamos juntos nos nossos primeiros 1000 dias de ouro, eu e Heitor semeamos uma vida com memórias de valor inestimável. Como resultado desse processo, percebi que trabalhar pode significar exatamente o equilíbrio que precisamos para nos encontrarmos conosco mesmas, sem contar a importância para o orçamento familiar nos dias de hoje.

Não há hora mais valiosa que a de uma mãe!

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Conheça o Work Point Coworking localizado em Belo Horizonte:

É um escritório compartilhado que fica em uma aconchegante casa no bairro Mangabeiras na zona sul de BH. O ambiente vibra tranquilidade e inovação, o que atrai profissionais de diversas áreas. É uma oportunidade única de se dedicar ao trabalho e de ampliar o networking.

O escritório compartilhado sob demanda oferece planos mensais, semanais, diárias e por hora.

Confira o que a estrutura contempla:

Horário de funcionamento padrão: de 8 às 19 horas
Consulte sobre horários especiais (noturnos e finais de semana).

Local: Rua Paul Bouthilier, 207 – B. Mangabeiras – BH/MG.
www.workpointcoworking.com.br

Informações sobre os planos de coworking: 31 2515-9790
relacionamento@workpointcoworking.com.br

Blog Work Point Coworking. Texto por Jéssica Pereira.

Jéssica Pereira e Heitor – Acervo pessoal.

Jéssica é mãe do fofíssimo Heitor, formada em Publicidade e Propaganda pelo Centro Universitário UNA e pós graduada em Marketing Digital pelo Uni-BH. É Atendimento Publicitário Sênior com 11 anos de mercado. Trabalhou nas agências 18 Comunicação, Plan B Comunicação On-line, Solution e Jbis Propaganda.

 

 

 

 

 

 

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